O TÉCNICO Daúde Razaque foi ontem formalmente apresentado como novo treinador da União Desportiva do Songo, depois de ter assinado o respectivo contrato que o liga ao clube da província de Tete pelos próximos dois anos.
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O treinador, de 39 anos, substitui o britânico Mark Harrison, que viu o clube a não accionar a cláusula de opção por mais um ano do seu contrato, depois de em 2024 ter falhado com os objectivos de ganhar o Moçambola e a Taça de Moçambique, provas nas quais ficou em segundo lugar, respectivamente com 49 pontos e atrás da Black Buls (51) e ao perder na final para o Ferroviário de Maputo (1-2).
Para além de Daúde Razaque a UD Songo apresentou os restantes membros da sua equipa técnica, composta por Victor Matine e o antigo internacional Momed Hagi, respectivamente como primeiro e segundo assistentes e, ainda, Donat Ponja, preparador físico.
“Nós temos um projecto de dois anos e o contrato é por objectivos. Numa situação em que houver incumprimento por ambas as partes pode ser interrompido”, disse o presidente do clube, Francisco Xavier dos Santos, que, em outro desenvolvimento, explicou as razões que estiveram por detrás da demora na contratação do novo treinador.
“Para o caso da UD Songo, o processo de selecção do treinador não depende apenas de um único elemento, como seja, do presidente. Depende, primeiro, da criação dos requisitos necessários em função dos objectivos pretendidos. Depois disso é que inicia o processo de procura do treinador que julgamos que vai alcançar os objectivos do clube”, justificou-se o dirigente, que indicou que os objectivos com o novo treinador passam por vencer o Moçambola e a Taça de Moçambique.
Por sua vez, falando pela primeira vez na qualidade de treinador da UD Songo, Daúde Razaque disse ser “uma honra ser escolhido para treinar esta instituição”.
“O que de mim pode-se esperar é empenho e dedicação. Em curto espaço de tempo vamos tentar devolver a UD Songo aos títulos. Essa é a nossa maior missão, mas não podemos ir ao poço com muita sede, porque há outros clubes bem organizados e bem posicionados”, começou por dizer Daúde Razaque.
“É preciso rejuvenescer a equipa para evitar que anualmente os jogadores entrem e saiam. Faremos isso sem entretanto nunca nos afastar do objectivo de sermos campeões nacionais e vencer a Taça de Moçambique”, reiterou.
Entretanto, ainda ontem, Daúde Razaque orientou a sua primeira sessão de treinos, no período da tarde, no campo da Liga Desportiva de Maputro, na cidade da Matola.
É que a equipa chegou antes de ontem, quarta-feira, a Maputo, para cumprir um estágio de 10 dias, no qual, para além de treinar, vai cumprir jogos de controlo com formações da capital do país.
Refira-se que o Moçambola-2025 começa no sábado do dia 29 de Março próximo, com a participação de 14 equipas, nomeadamente Associação Black Bulls, Costa do Sol e Ferroviário de Maputo (Cidade de Maputo), Brera Tchumene FC e Desportivo da Matola (Maputo-Província), Associação Desportiva de Vilankulo (I’bane), União Desportiva de Songo e Chingale de Tete (Tete), Ferroviário da Beira (Sofala), Ferroviário de Nampula, Ferroviário de Nacala e Desportivo de Nacala (Nampula), Ferroviário de Lichinga (Niassa) e Baía de Pemba FC (Cabo Delgado).