Com a crise do associativismo, que era a base de sustentabilidade dos clubes nacionais, e o abrandamento do suporte que algumas empresas prestam a alguns em virtude da conjuntura económica actual, aliado aos problemas gerais de gestão ao nível das colectividades, associações e federações desportivas, os desportistas defendem que é chegado o momento de se encontrar um meio-termo para salvar o desporto moçambicano do marasmo em que se encontra. A directiva que orienta os clubes para a sua transformação em Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) é vista como um caminho longo para a rápida solução da crise estrutural e financeira em que se encontram. Aliás, entendem que sem dinheiro dificilmente podem caminhar para as SAD, numa altura em que maior parte está descapitalizada e tem as suas infra-estruturas degradadas.

Alguns entendem que só com a venda do património podem sair da crise e outros até entraram em negócios de venda de seus espaços mas que não trouxe os resultados esperados, pois os investimentos feitos não reverteram a seu favor da melhoria das suas infra-estruturas ou construção de novas devido a má gestão/mau dirigismo que predomina em maior parte dos clubes.
A Bolsa de Valores de Moçambique já apresentou propostas que considera viáveis para a transformação de clubes em SAD, que passa por estes aderirem à mesma. Mas a realidade em que se encontra maior parte dos clubes coloca-os mesmos com receios, pois têm o património desportivo como principal activo ou garantia de atracção do investimento e temem perdê-lo caso o processo corra mal.
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