Face à passagem do ciclone Idai que matou e devastou infra-estruturas públicas e privadas (dentre as quais desportivas) nas províncias de Sofala e Manica, o adiamento para o arranque do Moçambola não constitui novidade, até porque a posição tomada pelos 16 clubes que participam no campeonato, juntamente com a Liga Moçambicana de Futebol (LMF), reflecte o pensamento unânime em adiar a prova. No referido encontro, os clubes acordaram ceder 30 por cento da receita dos jogos da primeira jornada às vítimas do “Idai” e a LMF decretou um minuto de silêncio nas quatro primeiras jornadas da prova. O jogo de abertura do Moçambola, série Centro-Norte, está agendado para Chimoio entre o Textáfrica e o Ferroviário da Beira, caso não haja mudanças de última hora no que tange ao figurino. As dificuldades para treinar continuam sendo um calcanhar de Aquiles para as equipas das zonas afectadas. Por exemplo, o campo do Ferroviário da Beira ficou inundado, mas a água já vazou. Já o Textáfrica viu o seu muro de vedação ceder à fúria das águas e ventos que chegaram a atingir 180 a 200km/h. Para além do estrago nas infra-estruturas desportivas, Couana apontou, por outro lado, a questão de transitabilidade, pois, muitas vias de acesso foram cortadas na sequência do fenómeno natural.

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