As memoráveis cheias de 2000, que inundaram e destruíram várias infra-estruturas sociais e desportivas do país, deixaram marcas indeléveis ainda hoje marcantes na memória de muitos. É o caso da família dos canarinhos que quase perderam todo o seu património, sobretudo o campo do futebol. Volvidos vinte anos após o desastre natural, o Costa do Sol segue imparável na recuperação e melhoria do seu legado, com realce para o seu principal recinto desportivo que deve voltar a acolher jogos nocturnos, uma década e alguns anos depois.

Com uma nova linha de electrificação feita, que resultou, entre vários pontos, na montagem de um posto de transformação e novas torres de iluminação melhorada, o canário voa alto para em breve voltar a contar com o futebol nocturo, algo visto com satisfação com o ex-jogador e actual secretario-geral do clube, João Paulo Nhabanga, que abriu-nos a sala para falar deste tema.
– “É um facto que estamos nesta corrida para voltarmos a ter jogos nocturnos, mas estamos dependentes de alguns factores que internamente estão a ser tratados para que esta realidade regresse. Como deve imaginar, o clube tem um patrono que define os processos e execuções. O campo em si sempre esteve iluminado, mas não para acolher jogos oficiais como tal. Para que um campo acolhe jogos nocturnos é necessário um certo padrão de requisitos que a própria capacidade de iluminação deve apresentar e, por exemplo, seja compatível com os padrões exigidos para a transmissão televisiva de jogos neste período do dia, entre outros. Por isso, estamos submetidos a esse exame, que acreditamos que a breve trecho vamos passar, explicou o antigo defesa canarinho, assegurando que não se trata de uma operação própria do clube e sim do patrono da colectividade, daí não traçar as datas para o aguardado regresso de jogos à noite”.