Uma exibição plausível que peca ausência de golos, que teriam honrado a dedicação e empenho de equipas aparentemente do mesmo nível.

Meio tímidas e com uma exibição sem grandes pormenores técnico-tácticos à partida, as duas formações actuaram de forma um pouco reservada, portanto, sem o atrevimento necessário que lhes permitisse produzir jogadas de perigo de parte-a-parte. Porém, notou-se em ambos lados a vontade de jogar, mesmo que tais jogadas resultassem de construções menos pensadas, portanto sem a sequência lógica para se traduzirem em lances de perigo. Foi um período inicial monótono, caracterizado por mais busca de reconhecimento mútuo em detrimento de jogadas construídas como mandam as regras de futebol.
A Liga Desportiva, que ataca mais pelos flancos, estava desfigurada quanto a este aspecto. Sem um meio-campo muito criativo e avançados com capacidade de drible ou de encetar perfurações pela zona frontal, o seu jogo tornou-se descontinuado em busca de soluções que teimavam em não aparecer. Exigiu-se dos jogadores uma reinvenção na sua estratégia, que também se encaixa por vezes num jogo mais directo, mas que não surtia os efeitos desejados.
Já o Textáfrica tentou abrir espaços que lhe conduzissem à zona da finalização, com um jogo mais pensado e articulado, tanto pela zona central bem como pelas alas. Mas não teve o atrevimento necessário para quebrar a cortina defensiva da Liga, bem compacta. Mesmo assim, foi a primeira equipa a “assustar” a defesa contrária, com remate de Dile desenquadrado com a baliza defendida por Victor.
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