Depois de Nuro Americano, Zé Luís e Filipe Chissequere, Manuel de Nascimento surgiu entre uma geração de bons guarda-redes que prometiam cintilar no nosso futebol. Apesar do seu inegável talento entre os postes, que explodiu no Nova Aliança da Maxixe e se consolidou no Ferroviário, a imprevisibilidade do futebol negou desenhar o destino que se previa.

Mesmo assim, Nascimento provou, enquanto pôde, que tinha capacidades bastantes para ombrear com qualquer colega do mesmo posto. Para comprovar isso, enquanto guerreava com Didiça, pela baliza do Ferroviário de Maputo, o guardião “locomotiva” viu as suas qualidades reconhecidas pela equipa técnica nacional, que o incluiu na lista final dos jogadores que tiveram a honra de participar no primeiro CAN da história de Moçambique.
É verdade que a baliza da selecção tinha um dono intocável chamado Filipe Chissequere, mas Nascimento foi escolhido como primeiro suplente em todos os jogos do CAN do Cairo, Egipto, sendo que a terceira opção foi o guarda-redes Leonardo, que emergiu como guarda-redes no Rodoviário, para mais tarde se firmar no Ferroviário de Maputo.