Centenas de pessoas acorreram ao velório de Sérgio Maria dos Santos Pereira (Sergito), havido sábado de manhã, na Igreja da Munhuana, onde todos os domingos, religiosamente, o finado, de 64 anos, participava nos cultos com a sua esposa, a britânica Sheila.

Depois da cerimónia, a massa humana acompanhou o cortejo fúnebre para o Cemitério de Lhanguene, onde foram depositado os restos mortais de Sergito, um craque que em vida jogou no Costa do Sol, Estrela Vermelha e na Selecção Nacional, sem nos esquecermos das suas aventuras pela África do Sul, Portugal e Inglaterra.
O ambiente que se viveu na Capela São Pedro Julião Eymard foi um verdadeiro cocktail de emoções, com familiares e amigos a lamentarem as circunstâncias improváveis em que a morte colheu Sergito, um ser humano de qualidades humanas excepcionais.
Digamos que Sergito foi traído pela enorme bondade que o caracterizava, pois, religioso por excelência que era, o seu sentimento de empatia impelia-o sempre a praticar o bem. Estava sempre disposto a oferecer o seu ombro a quem precisasse.
Desafio, que em Fevereiro de 2022 teve a privilégio de conversar longamente com o finado, para a rubrica Rostos & Rastos, juntou-se aos que foram dar o último adeus a Sergito. No local, a nossa reportagem entendeu melhor as circunstâncias em que a sua morte ocorreu. Todas as versões colhidas coincidem com as que começaram a circular desde as últimas horas da noite de segunda-feira passada, intensificando-se na manhã de terça-feira.