O Ferroviário de Maputo volta a viver momentos de enorme instabilidade. Nos primeiros jogos do campeonato, a “locomotiva” não conseguiu entrar nos “carris”, numa temporada que preferiu não renovar com o técnico João Chissano, contratando o português Sérgio Boris Branco. Também se desfez de um número considerável de jogadores, como Franque, Armando Doutor, Jonas, Nelson Nota, Miter, Paulana, Kito, Mapangane, Beto Maravilha, Neldinho, Fortinho, Maxwell, Xirassi, Shelton e Jafete.

Desses jogadores, Kito, o “capitão” da equipa, era reconhecidamente um “pivot” dentro das quatro linhas; definia as dinâmicas do jogo, sendo um homem respeitado no seio do grupo. Hoje, a equipa ressente-se da ausência de uma voz de comando dentro das quatro linhas nos “locomotivas”. Também não parece existir no actual plantel um avançado da categoria e faro de golo como Maxwell, nem de um jogador como Fortinho, ainda que bastante promissor, de boa técnica, veloz e comprometido com o golo.