A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) disse, em comunicado divulgado ontem, que vai endossar ao Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) os respectivos expedientes, caso o Conselho de Disciplina conclua existir matéria criminal nos relatórios que receber dos jogos entre o Baía de Pemba FC e Ferroviário da Beira e, ainda, Textáfrica de Chimoio e Black Bulls, da 10.ª jornada do Moçambola-2024, disputados no pretérito fim-de-semana.
Os dois jogos, recorde-se, terminaram em tumultos, com os adeptos a protestarem a actuação das equipas de arbitragems. No jogo da cidade de Chimoio, entre Textáfrica e Black Bulls, a Polícia da República de Moçambique (PRM) teve de disparar granadas de gás lacrimogénio para dispersar adeptos que invadiram o campo querendo tirar satisfações com os juízes da partida.
Em comunicado de imprensa divulgado na tarde de ontem, a LMF diz que entre segunda-feira e terça-feira reuniu-se separada e respectivamente com a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF) e os presidentes e representantes dos 12 clubes que disputam o Moçambola-2024 para analisar os incidentes havidos no último fim-de-semana.
Das reuniões, a entidade que organiza o Moçambola disse que apelou para que, “com maior brevidade, o Conselho de Disciplina da LMF deve se pronunciar sobre os incidentes ocorridos em Pemba e Chimoio, depois de compulsar sobre a matéria constante nos relatórios dos delegados dos respectivos jogos”.
Mais adiante, assinala que “caso se constate a existência de matéria de índole criminal endossará o respectivo expediente ao Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).
Entretanto, num outro desenvolvimento, a LMF apelou aos clubes para reforçarem os mecanismos de segurança nos campos, ao mesmo tempo que assinala que “castigar os clubes, obrigando-os a jogar à porta fechada tem um custo elevado para o exercício económico dos mesmos, devido às perdas de receita de bilheteira, mas caso se mantenha a situação de falta de segurança nos campos outra alternativa não haverá”.
