ALMIRO SANTOS, em Paris

Depois do esplendor que a delegação de Moçambique irradiou ontem sobre as águas do rio Sena, no inusitado desfile da cerimónia de abertura, a natação moçambicana entra hoje em acção por intermédio de Matthew Lawrence, que vai competir na prova dos 100 metros bruços integrado numa série amputada e com apenas quatro concorrentes.
O nadador moçambicano, que por sinal foi, a par da pugilista Alcinda Panguana, porta-estandarte de Moçambique no excêntrico evento de abertura de ontem, integra um grupo composto por Steve Insixiengmay, do Laos, Micah Masei, da Samoa Americana, e Chad Ng Chiu Hing Ning, da vizinha Eswatini, podendo ser considerado um dos favoritos a passar à fase seguinte da competição.
Antes mesmo de conhecer o alinhamento da sua série, o nadador de 20 anos já se mostrava cauteloso em relação aos seus potenciais adversários, mas ainda assim alimentava a esperança de melhorar o seu tempo na piscina do Arena Paris La Défense, que vai acolher, para além de todas as provas de natação, também as provas de polo-aquático, estas últimas a partir dos quartos-de-final.
O recordista mundial e olímpico desta distância dos 100 metros bruços, o britânico Adam Peaty, vai partir para a defesa dos 57.13, estabelecidos em Agosto de 2016 nos Jogos do Rio de Janeiro, numa série bem mais competitiva, que inclui nadadores como o seu compatriota James Wilby, o norte-americano Charlie Swanson e o italiano Nicolo Martinenghi.
Matthew Lawrence, que arrebatou o ouro para Moçambique em 2022 nos campeonatos da Zona VI, disse esperar melhorar o seu tempo nestes Jogos Olímpicos, de preferência baixando o registo para menos de 1 minuto. Embalado pelo clima de entusiasmo que reinava em casa do Embaixador moçambicano na República da França, Alberto Maverengue Augusto, o nadador prometeu aos jornalistas “deixar os pulmões” na piscina da Arena Paris La Défense, sendo que as suas primeiras braçadas acontecem precisamente às 11 horas e 30 minutos de Paris, a mesma hora de Maputo.