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Foto: Arquivo. Não era fácil progredir, mas hoje o cenário mudou e já temos mulheres de nível internacional
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AS COISAS MELHORARAM, MAS…ANTES NÃO ERA FÁCIL PROGREDIR

Ilda está feliz com o que fez na arbitragem, mas não deixa de dizer que “naquela altura, infelizmente, não davam muitas oportunidades de progressão às mulheres, razão pela qual eu e a Angélica Zibia não passámos da categoria de árbitro provincial. Hoje é diferente. A mulher já é valorizada e temos mulheres com categoria internacional. Temos o exemplo da Ema Novo, que é a primeira mulher internacional do país. Inclusive já ganhou o prémio Melhor Árbitro do Moçambola. Isso dignifica as mulheres e é um chamariz para outras acreditarem que podem”.

Jubila com as mudanças na forma como a mulher é vista de há uns tempos a esta parte, mas lamenta a falta de oportunidades que ela e a Zibia não tiveram, porque, a seu ver, “certos sectores do desporto, bem como a sociedade no geral, não estavam preparados para dar espaço às mulheres e muito menos para valorizá-las, independentemente de gostarem do que fazem e de terem competência para exercer a actividade”.

Ilda não se arrepende de ter aceitado o convite de Ricardino Chongola. “Foi muito bom ter estado na arbitragem. Eu prossegui com os meus estudos e fiz a minha licenciatura em Gestão Desportiva graças ao dinheiro do desporto. Portanto, foi um presente que tive ao longo da carreira, além das amizades que fiz, incluindo com jornalistas. Nunca tive problemas com ninguém, razão pela qual quando o telefone toca atendo imediatamente, sem pensar em quem esteja a ligar”.

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