O calendário futebolístico da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) previa 29 de Março como a data do arranque do Moçambola-2025. No entanto, problemas administrativos não permitiram que tal acontecesse e prevalecem as dúvidas sobre quando, efectivamente, o campeonato vai iniciar.

Na maioria das regiões, os torneios preparatórios foram/são disputados em quase todo o país, assim como a Supertaça Mário Esteves Coluna, realizada no dia previsto no referido calendário (15 de Março).
A indecisão para o arranque da maior prova futebolística do país criou embaraço no trabalho dos treinadores e na gestão dos clubes, face à previsão, e neste momento agendam-se jogos, de forma aleatória, para não quebrar o ritmo, enquanto aguarda-se por uma solução da Liga Moçambicana de Futebol (LMF) para viabilizar a competição.
O “calcanhar de Aquiles” neste momento são as deslocações aéreas, por indisponibilidade da transportadora. Enquanto isso, as equipas continuam a trabalhar e o pagamento de salários está sendo feito pela maioria das colectividades, não obstante a falta de receitas para suster o volume dessa despesa, entre outras.
MODELO
DE DISPUTA
NÃO É POSTO
EM CAUSA
Diante da situação, abriu-se espaço para debates, diga-se, já antigos. Por um lado, fala-se da possibilidade de alterar o figurino de disputa do Campeonato Nacional da I Divisão, para uma fórmula menos onerosa, o que de certa forma não agrada a maioria dos clubes, que defende que o modelo actual, de todos contra todos em duas voltas, deve prevalecer.
Por outro lado, a mudança do calendário futebolístico passou a concentrar maior atenções, solicitando-se que se ajuste ao defendido pela Confederação Africana de Futebol (CAF), adequando-se também ao da UEFA, sobretudo onde as provas iniciam em Agosto de um ano e terminam em Maio do ano seguinte, estabelecendo-se o interregno em Junho e Julho.
Refira-se que presentemente, à semelhança de Moçambique, há outros dois países da região austral que ainda não optaram pelo novo calendário da CAF. Trata-se de Malawi e Zimbabwe.
Para o presidente da Black Bulls, Junaide Lalgy, “esta é uma oportunidade ímpar para a mudança do calendário futebolístico”.
Por seu turno, António Trigo (Paulito), director desportivo da União Desportiva do Songo, acrescenta que “quando Angola optou pela mudança de calendário iniciou num mês de Abril. Depois passou para Maio. Seguidamente, inseriram-se outras competições até acertar o período de arranque igual ao das outras latitudes. Podemos optar por isso ou esperar mais dois meses. Até lá, pode-se criar provas para manter as equipas rodadas”.
Numa das suas intervenções, Lalgy condenou a ideia defendida por certos actores desportivos, que cogitam, caso se concretize a mudança, a possibilidade de abrir espaço para novas férias para os seus profissionais e fazê-los regressar em Maio, na probabilidade de o Moçambola iniciar em Junho.